"Seize the day or die regretting the time you lost
It's empty and cold without you here, too many people to ache over
Newborn life replacing all of us, changing this fable we live in
No longer needed here so where should we go?
Will you take a journey tonight, follow me past the walls of death?
But girl, what if there is no eternal life?"
[Seize the day - Avenged Sevenfold]
Ah, eu e minha mania de deixar tudo pra última hora, acaba que fica assim... um ano se passou, o blog completou aniversário, papai noel voou com suas renas, enfim.... coisas aconteceram e eu deixei passar, decidi curtir em vez de falar, fui viajar, férias, amigos, liberdade.... pouca ou nenhuma internet, resultado: um post mais do que atrasado, mas que pra mim não deixa de ser oportuno, já que quem faz o momento somos nós mesmos...
enfim... me perco em divagações... muito o que falar, palavras se atropelam na cabeça, poucas são as que os dedos conseguem passar ao teclado...
na verdade o correto seria começar pelo começo, mas aqui encontro o primeiro obstáculo, afinal, a pergunta que não tem resposta: De onde viemos?
logo começo pelo meio da estória, visto que do fim tenho apenas mero vislumbre, que pode afinal revelar-se apenas uma ilusão...
mas continuando, falo do surgimento da poesia em minha vida, coisa que se deu de maneira lenta e dificultosa, eu era amante das palavras concretas, das idéias objetivas, não entendia poesia, não sabia ainda que não era uma questão de entender, mas sim de sentir... mas não me recrimino, era uma criança, apaixonada pela prosa que me proporcionava viagens intensas ao mundo desconhecido e fascinante das palavras; da poesia tinha medo, receio.... não a buscava...
foi quando algo inusitado me ocorre, calhei de esgotar toda a pequena biblioteca da minha escola, só me restavam as poesias, não havia o que fazer, calhei de levar um certo livro: "Viagem e vaga música - Cecília Meireles", era enorme, achei que nunca o leria todo, não pelo tamanho, mas pelo gênero em si e qual não foi minha surpresa que ao folhear as páginas de tão malfadado volume, me vi presa àquelas palavras que não tinham sentido aparente, mas que soavam como música, com um ritmo tão próprio a me sussurrar segredos, sentimentos, estórias.... não poderia ser diferente, me apaixonei!
A idéia do blog veio a um ano atrás mais ou menos, não foi minha primeira tentativa, já havia feito outras tentativas, com outros temas quaisquer e então pensei, porque não sobre uma das minhas maiores paixões? e daí surgiu o Doce Luar, ainda não escrevia, apenas apreciava...
Mas então, por coincidências do destino eu acabei por conhecer algumas tantas pessoas talentosas durante o decorrer do ano, que me incentivaram e me motivaram a tentar também, a tentar transformar em palavras tudo aquilo que me ia por dentro e eu resolvi arriscar.
Comecei de maneira tímida, tinha medo das palavras, importava-me demais com a métrica e a coisa demorou um pouco a fluir, confesso que quase desisti, de escrever, do blog...
mas algo que ainda não sei precisar ao certo ocorreu de uns meses pra cá que me fizeram ter a grande necessidade de expressar, de escrever, e as palavras foram vindo, de maneira desordenada, impulsiva, descontrolada até e eu deixei fluir livremente...
comecei a postar algumas poesias minhas aqui e incrivelmente elas foram elogiadas, isso me serviu de incentivo e impulso para não desistir (ou seja, a culpa é de vocês!) e agora após um ano de blog (fez dia 24 acho) eu posso dizer que estou sinceramente orgulhosa do Doce Luar, que eu construí com a ajuda dessas pessoas especiais que mesmo que apenas através de uma tela de computador me fizeram acreditar na magia das palavras...
Por isso agradeço à todos! Os que visitaram, comentaram, colaboraram, tiveram paciência de ler, divulgaram, enfim, estiveram presentes, vocês me fazem muito feliz viu!
Não queria citar nomes, mas alguns se fazem necessários:
Meu abraço mais do que especial, dentre outros, à:
Will ( meu irmãozinho de alma)
Nathy (maninha)
Cell (meu bobo mais querido)
Elfo (que sabe mais de mim do que eu mesma)
Srª Bêeh (adoro seus comentários)
Flávio (o menino prodígio)
Zero (que me apresentou a banda e essa música)
Moniqui, Jácika e Karina (minha gangue)
Olha, agora quando fui citar os nomes acima, percebi o quanto caberiam mais pessoas ali, e isso não deixa de ser surpreendente, e com efeito, posso dizer com toda certeza que esse foi um dos anos mais especiais pra mim, conheci pessoas incríveis no decorrer dele, pessoas que me marcaram profundamente, amigos que levarei comigo sempre mesmo que apenas em lembrança, posso dizer sem quaisquer exageros que para mim esse foi o ano da Amizade! Por isso estou dedicando esse post exatamente à eles, os meus amigos que me aturaram, me ouviram, riram comigo, choraram do meu lado, me incentivaram, me criticaram e que sempre estiveram ali pra qualquer ocasião, vocês entraram de tal modo em minha vida que não consigo me ver mais uma loba solitária como antes... também pude perceber, ao olhar em retrospecto aqui mesmo no blog, o quanto eu amadureci, mudei, me transformei e ao mesmo tempo o quanto ainda sou a mesma, contraditório não?! pois é, assim são as coisas...
Sobre 2011:
bem, sempre achei um tanto perigoso e frustrante ficar fazendo projetos e promessas para ano novo, prefiro sempre deixar as coisas acontecerem naturalmente, mas sinto que esse ano me sussurra grandes novidades, prevejo um ano de mudanças pra mim, e como sei disso? oras, eu mesma vou fazer com que aconteçam! simples assim...
E quero que vocês, meus amigos, pessoas de coragem que leram esse post até o fim (acabei me empolgando, fato) venham comigo nessa e como disse alguém de uma certa feita:
Sigam-me os bons!!!





