Ela queria saber sobre tudo, foi chamada questionadora
Ela mergulhou em um mundo particular, foi chamada alternativa
Buscou respostas nos livros, a chamaram intelectual
Aprendeu a linguagem dos corpos, foi chamada devassa
Gritou suas idéias por aí, foi chamada de rebelde
Ela fez muito, fez pouco, se encontrou, se perdeu
mas o que ninguém entendeu...é que ela só queria um amor para chamar de seu!
Em busca de respostas
perscrutei o passado
revirei a memória
cedi às lembranças
Em busca de nós dois
viajei no tempo
investiguei pegadas
relembrei momentos
Nessa viajem que fiz
em minha solitude particular
eu não descobri respostas
eu não solucionei questões
mas eu me lembrei
Me lembrei do porque
Eu e Você nos tornamos NÓS
E foi o bastante.
É estranho
quando a noite vem
traz esse
indefinido sentimento
apenas por um momento
como um suspiro, como um esgar
um estalo talvez, puf, e se vai
É estranho
que sempre
alguma coisa efêmera
é capaz de estabilizar
a armadura mais forte
parece mesmo falta de sorte
que seja sempre assim
É estranho
que o coração aperte
sempre ao soprar do vento
que o simples luar
nos faça suspirar
e pensar em possibilidades
fantasias
É estranho....ou é poesia?
Lembranças do incidente ainda me perturbam
As marcas que as palavras deixaram em mim, ainda doem
e o pensamento, como um disco quebrado, estagnou ali
naquele momento
eu e você, frente a frente
O desabafo, a dúvida, as lágrimas, a chuva
E me pergunto...se fosse eu?
Haveria perdão?
Haveria possibilidade?
Haveria futuro?
E se...tudo o que eu queria era saber
Tudo o que eu queria era não querer
Tudo o que eu não deveria, era reviver
E cá estou, mais uma vez
Eu deveria estar seguindo em frente, eu deveria estar vivendo o futuro, eu deveria estar arrasando corações com meus humor impagável, eu deveria estar colecionando vitórias, eu deveria estar enfrentando o mundo de peito aberto, eu deveria estar chorando de rir, eu deveria estar sendo feliz...ao invés disso estou aqui, viva apenas na saudade de alguém que nunca mais vai me ver sorrir

A garota espia...segredos a descobrir
olhos que vagueiam...perdidos em sonhar a vida
mãos que tateiam...sentidos afloram
um perfume no ar...deve ser amora....eu gosto de limão...que gosto estranho....aquele homem me encarou...
Algumas das palavras
que estavam acumulando aqui dentro
finalmente se libertaram...
e o que elas dizem?
ah tantas coisas...num silêncio ensurdecedor:
porque o que quero falar não saí?
porque o que me vai na alma se cala?
porque? porque?
porque será que sinto falta de você?
e então?
quantas indagações, eu sei....
tanto querer, nenhum saber
te ter, te querer, ai o meu medo de te perder...
engraçado o quanto a alma chora uma falta que ainda não sente
ou sente?
momentos de inquietação que povoam esse coração
quando se quedará quieto, em paz?
seria mesmo capaz
de ser feliz assim
com você junto a mim
e mais nada?
ai que me sinto cansada
a vida que passa
e nada me comove
nada me marca
ou seria o oposto?
pois me prendo
em cada rosto
em cada sorriso
em cada olhar...
suponho sentimentos
que talvez não ajam
suponho dores
que não se sentem
suponho amores
que não existem...
e se nisso
meus pensamentos se fixam
que fazer então?
certo ou errado...confusão...
palavras soltas
desabafo
inconclusão
apenas eu...a de sempre, mais uma vez e mesmo assim tão diferente!
Meu coração está dolorido
E eu nem sei
O motivo e a razão
Será a sua falta?
Te queria do meu lado agora
Pra abraçar apertado
E afastar esse medo doentio
Que sinto aqui
Cadê você?
Me tira dessa aflição
Assim não dá
Pra ficar
Alma chora
Quer gritar
Ai que vazio é esse
Que invade
O meu peito de repente
E parece que nada preenche
Só você...estou dependente
É fato
O que fazer?
Ai esse laço, esse nó
Na garganta
Esse sentimento
Que nada adianta
Meu pensamento
Voa em sua direção
Te pede socorro
Te pede atenção
E diz que só basta
Um sorriso teu
Para haver calma
Nesse coração
Que em tempestade se acha...
São as pequenas coisas:
Dormir até mais tarde
O carinho da mãe
Um gesto do pai
Um beijo dele
Andar átoa com a amiga
Risos descompromissados
Bobagens do passado
Pensamentos livres
Músicas antigas
Aquele frio na barriga
O aconchego do lar
As insensatezes alheias
Os segredos compartilhados
Os momentos relembrados...
São tantas coisas
São essas coisas
Que me fazem feliz
Mesmo que na felicidade
Eu não acredite
Mas no entanto sorrio...e meu sorriso é sincero!
Porque são as pequenas coisas
Que fazem do meu dia algo grande
Fantástico e especial
Mesmo quando me sinto pequena
E frágil...
Basta aquele ar
Aquela sensação
Uma ligação
Um beijo estalado
Um olhar trocado
E pronto:
Tudo se transforma!
E o sorriso brota
É inevitável
E eu nem tento
Sorrio bobamente
Indiferente àquela gente
Que me olha atravessado
Ai que encanto me traz
Seguir os passos
Que ninguém marcou
Os rastros
Que ninguém deixou
E mesmo assim
Saber que a resposta
Está no fim
E é tão irrelevante
Que os caminhos mudam
A cada passo incerto
E a cada sorriso
Que escapa...
Precisava
expor aqui
o que na alma já não cabe
e só você sabe
pois que também
talvez assim o sinta
como saber?
ai que meu corpo ainda guarda
o seu calor
seu cheiro
seu sabor
em mim
enquanto em ti
me perdia
me achava
me sabia
me encontrava
Eu tão gelo
em teu fogo me queimei
e eu deixei
que assim fosse
porque o meu frio não me bastava
meu vazio já me incomodava
deixei que fosse você
que me conduzisse
a um caminho distinto
da trilha que para mim havia traçado
estou ao seu lado
me leva
e não se queixe
a opção foi sua também
e que os anjos digam amém...
"...pois que o impossível é
o meu mais antigo vício..."
"Estar com você é como sonhar