Doce Luar

Versos e mensagens, minhas ou de outrém...





o seu olhar no meu
doeu na hora do adeus
um adeus velado
não dito
desapercebido...


parece que ainda vejo
os seus lábios no meu
nosso último beijo
não sabia então
que seria o último
que não haveria mais um
que não tinha volta...

quando você então me abraçou
eu não senti nada diferente
apenas seu corpo quente
que me aquecia 
me apertava
me protegia
como sempre...

e aquele seu sorriso
meu Deus, como me lembro
prometia alegrias
escondia segredos
confesso tive medo
mas não sabia então
como me faria falta...

e enquanto você se ia
em meu peito algo se partiu
um vazio se instalou
foi como um pressentimento
eu quis gritar
te chamar de volta
mas o que diria?
que de repente eu sabia
que você não voltaria?
que eu então compreendia
que aquele foi o último dia?
não, você não admitiria
negaria, riria de mim
me faria crer  de novo
na promessa de seus olhos
me encheria de esperanças novamente
só para que depois a dor fosse maior...

então eu engoli meus sentimentos
esse foi meu único arrependimento
por que o adeus não dito
ficou em mim
como a ferida que não sara
o silêncio que grita
o vazio que sufoca
uma dor que só aumenta
sempre e sempre...
 




6 comentários:

Amei essa poesia. Vejamos que você é uma grande poeta... Parabéns!

OBS: Desculpe-me o erro gramatical, na verdade eu iria escrever no femenino que no causo seria, Poetisa.

Doi muito para quem fica sem ter um adeus...
Beijo d'anjo

Flávio Silva: obrigado pelo poeta/poetisa, rsrs... acho que ando meio inspirada ultimamente, o que no meu caso pode tanto ser bom quanto ruim, rs

Sonho: realmente as coisas que não dizemos ou fazemos doem mais do que aquilo que fazemos, é fato!
obrigado pela visita, volte sempre...
bjus da kirah

Olha, tem mais cinco poemas em meu blog http://lenjob.blogspot.com e gostaria que por gentileza conhecesse o Castelo do Poeta, um portal de artes, moda, fotografia, esportes com entrevistas, videos, poemas, agenda cultural e afins. O endereço é http://castelodopoeta.blogspot.com.

João Lenjob.

Labirinto de Rosas
João Lenjob


Já estou bem da vida
Pois você vai voltar
A casa está florida
Pra ver você chegar
É o meu menino
Perpétuo é o amor
Tão belo e tão fino
Alegria e odor.

Olho no espelho
Repleta do emoção
Peço-me algum conselho
Para aliviar meu coração.
Que agonia neste pouco tempo
Nesta tarde quente de aflição
Sou seu peito e seu pensamento
A distância que faz lacrimejar
Penso com dedicação.

João: vi o seu cantinho e curti muito, valeu pela visita =)

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Talvez eu já saiba a resposta...

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