Lembranças do incidente ainda me perturbam
As marcas que as palavras deixaram em mim, ainda doem
e o pensamento, como um disco quebrado, estagnou ali
naquele momento
eu e você, frente a frente
O desabafo, a dúvida, as lágrimas, a chuva
E me pergunto...se fosse eu?
Haveria perdão?
Haveria possibilidade?
Haveria futuro?
E se...tudo o que eu queria era saber
Tudo o que eu queria era não querer
Tudo o que eu não deveria, era reviver
E cá estou, mais uma vez
Dona Aranha subiu pela parede...veio a chuva forte e...
Nossa, quanto tempo faz que por aqui não apareço, mas não consigo abandonar de vez...como é bom ter um espaço para derramar os sentimentos, as angústias, as dúvidas; um espaço de troca, de amizade, de poesia...a poesia de viver. O tempo, esse eterno apressado (ou somos nós que corremos) não me permite fazer tanto quanto antes, as palavras, antes mais presentes, agora tiram férias constantes, mas eu insisto, persisto e cá estou outra vez!
Pra marcar o retorno, uma música linda que espelha o dia de hoje para mim:
"Eu quero ficar perto de tudo o que acho certo, até o dia em que eu mudar de opinião..."
O tempo de uma contradança
Talvez o momento seja fugaz
e o sentimento passe
Talvez essa noite não dure para sempre...
Talvez amanhã sejamos diferentes
e a vida nos afaste
Talvez essa dança logo acabe
Talvez a imagem desfoque
e a realidade nos choque
Talvez não sejamos eternos...
Mas enquanto houver música
seremos um do outro.
Eu deveria estar seguindo em frente, eu deveria estar vivendo o futuro, eu deveria estar arrasando corações com meus humor impagável, eu deveria estar colecionando vitórias, eu deveria estar enfrentando o mundo de peito aberto, eu deveria estar chorando de rir, eu deveria estar sendo feliz...ao invés disso estou aqui, viva apenas na saudade de alguém que nunca mais vai me ver sorrir
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois da gente se falar.
Sumi porque não há futuro e isso até não é o mais difícil de lidar, o pior é não ter presente e nem passado.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto, meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, e distância fará mais por nós que "nosso amor" e sua desajeitada e irrefletida latência
--texto adaptado de um poema de Martha Medeiros
"A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua...Quem pode me entender?
depois de Você, os outros são os outros e só." - Kid Abelha


