Doce Luar

Versos e mensagens, minhas ou de outrém...

"As flores caem no chão gelado
mas não conheço a falta que faz
a normalidade
enquanto o vento levanta os meus cabelos 
as lágrimas correm
tão rápidas
e não acompanham meu coração
que bate tão lentamente
sinto um suspirar baixo vindo de dentro    
de dentro de mim
e por um instante
vejo sua imagem
quando você sorri pra mim
vindo do passado
pra me buscar
te sinto tão perto





gostaria de ser capaz de te tocar  
com as minhas mãos fora das luvas 
parecem que vão congelar
mas se eu puder te tocar
tudo bem pra mim
se você puder sorrir outra vez
tudo bem pra mim
se puder sussurrar meu nome
mais uma vez
tudo bem
tudo bem
se puder me ouvir...
sussurrando seu nome, a certeza de que só pode ser um sonho
um capricho do nosso próprio espírito."
 
        (Nathy Nice)







-- Admito, tenho maior orgulho dos meus amigos, razões não me faltam, esse poema lindo aí em cima foi feito pela minha irmãzinha do coração, puro talento essa menina...          

É em dias como hoje quando me sinto meio assim, um tanto triste, quase feliz, que a música me encontra, me diz coisas...
Eu escuto, compreendo, descubro sentidos ocultos, enfim, procuro, fico assim, em busca do Nirvana...
E por falar neles... é melhor deixá-los falar por si...





ops, acho que não era bem isso.
Fato: sábados são dias estranhos....


 
The Man Who Sold The World  

We passed upon the stairs, we spoke in was and when
Although I wasn't there, he said I was his friend
Which came as a surprise I spoke into his eyes
I thought you died alone, a long long time ago

Oh no, not me
we never lost control
You're face to face
With The Man Who Sold The World

I laughed and shook his hand, and made my way back home
I searched for form and land, for years and years I roamed
I gazed a gazely stare, we walked a million hills
I must have died alone, a long long time ago

Who knows? not me
I never lost control
You're face to face
With the Man who Sold the World

Who knows? not me
We never lost control
You're face to face
With the Man who Sold the World

(Nirvana)


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos. 

(Clarice Lispector)




E no entanto ela está entediada, a pequena Annie...






Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima:

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Clarice Linspector)

Toda vez que precisar de mim
grite meu nome ao vento
ele me trará o recado.
Quando precisar de mim
ouça uma música suave
de olhos fechados.
Sempre que precisar de mim
olhe a lua
e a luz abraçará você como eu faria.
Se precisar de mim
dance na chuva
água que correr em teu corpo
serão as lágrimas que choraria com você.
E se não houver
vento, música, lua ou chuva,
faça uma oração
e o meu anjo se unirá ao seu.
para lhe por no colo e
lhe dar conforto
sempre que você precisar de mim.

(Felipe Azevedo)





"Alis Grave Nil"


Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?

Clarice Lispector

Carinho

Carinho
da amiga Dandara

da amiga Srtª Bêêh

recebido da Joyce Kelly

da Joyce Kelly

Da Pat...

De A dangerous mind (1 dos 4)

de A Dangerous Mind e Somewere








de A Dangerous Mind

de A Dangerous Mind

Por aqui ficaram:

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hoje (clique vídeo)

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Talvez eu já saiba a resposta...